segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 - Previsões e tendências

Estamos na altura do ano em que nas mais variadas áreas se comunicam em catadupa as previsões e tendências que marcarão os próximos 12 meses. Das tradicionais cartomantes e especialistas em horóscopos aos analistas  desportivos e políticos passando pelos gurus da moda e da tecnologia, sem descurar os vizinhos mais sabedores, este é um mercado fértil em que tudo é possível prever e vaticinar.

É razoável suspeitarmos que lá para meados do ano a maior parte dos esforços oraculares ou não se concretizou ou já se esqueceu, porém da atenção que lhe demos é que já não se aliviam. E esse é um motivo mais do que suficiente para de forma bem disposta prevermos o que em matéria de flora autóctone marcará 2018 e os próximos anos na nossa legitima, embora interessada, perspectiva. A maior parte das 6 preconizações que fazemos são simples desejos que afirmados de forma tecnocrática ganham outra e muita credibilidade. O que é altamente criticável, dirão alguns! Pois que sejam. Afinal quanta da realidade não se materializou apenas porque alguém a sonhou!?

PREVISÕES E TENDÊNCIAS


#1 - Em 2018, 80% dos que irão semear pela primeira vez irão fazê-lo com sementes de espécies silvestres nativas de Portugal. Probabilidade de ocorrência: entre 90 e 100%.


#2 - 98% dos que em 2018 germinarem sementes de flora nativa concluirão que semear não é uma ciência esotérica. Com a temperatura, humidade e luz adequadas é altamente provável a obtenção de resultados satisfatórios. Probabilidade de ocorrência: entre 95 e 99%.


#3 - 40% daqueles que planeiam construir um jardim em 2018 irão seleccionar espécies autóctones adaptadas ao nosso clima, a longos períodos sem água e base de jardins bio-diversos. Esta percentagem subirá de forma consistente alcançando os 100% em 2025. Probabilidade de ocorrência: 90%.


#4 - Em 2018 apenas 10% dos portugueses considerará as espécies autóctones insuficientes para manter um jardim sempre florido. Em 5 anos esta percentagem decrescerá de forma ainda mais significativa para valores residuais próximos de zero. Em 2023 será consensual que as dezenas de espécies silvestres que ocorrem naturalmente no nosso país são mais do que suficientes para satisfazer as legitimas necessidades básicas de beleza de qualquer cidadão. Probabilidade de ocorrência: 99,99%.


#5 - Em 2018 uma percentagem crescente de portugueses residentes em meios urbanos considerará como muito pouco eficiente ter de se deslocar grandes distâncias para usufruir de um prado florido. O campo na cidade será uma tendência na jardinagem dos espaços públicos das nossas cidades. Probabilidade de ocorrência: 80% em 10 anos


#6 - Em 2018 10% dos portugueses que habitam nos principais núcleos urbanos e que são proprietários de parcelas florestais ou rurais abdicarão de rendimentos de curto-prazo e irão promover a implantação de espécies autóctones em povoamentos heterogéneos, base da biodiversidade e da fundamental preservação dos solos. Em 2030 a gestão do espaço florestal que não contemple estas duas vertentes será considerada uma bizarria. Probabilidade de ocorrência: 95% em 15 anos.

Votos de um bom 2018! Decente. Se o for já será muito bom!

domingo, 31 de dezembro de 2017

Um próspero 2018!


Um próspero 2018! E que os próximos 365 dias sejam plenos de saúde e paz para todos aqueles que nos seguem. E mais logo, quando muitos de nós estivermos, maravilhados, a a admirar os fogos de artifício que, um pouco por todo lado, acompanham os votos e os desejos que fazemos para o novo ciclo, nos possa também ocorrer o milagre que é fazermos parte deste Universo. Vejam o video que aqui partilhamos. É bem possível que motive algumas alterações de última hora na lista de desejos de alguns de nós :-) 



sábado, 30 de dezembro de 2017

2017: Sementes em retrospectiva



A pouco mais de 24 horas do fim do ano passamos em revista 2017 e lembramos, em jeito de retrospectiva, o que de mais significativo alcançámos nestes 365 dias. Há quem não veja especial interesse no exercício, mas os balanços têm sempre várias virtualidades. A começar pela mais óbvia que é a de termos chegado vivos ao fim de mais um ciclo e podermos voltar a perspectivar outro - Um privilégio que, como sabemos, de forma alguma nos está eternamente garantido! 

A outra é a de nos demonstrar que, não tendo feito tudo o que gostaríamos, afinal muita coisa foi concretizada nestas 52 semanas. 

Não sendo possível sintetizar tudo numa só imagem, destacamos em duas os momentos que para nós marcaram 2017 não só ao nível do nosso projecto, mas também naquilo que nos rodeia e ao qual não fomos indiferentes.

Colaborámos com o Projecto Futuro na região metropolitana do Porto e a recuperação do sitio do Telheiro em Sagres. Fomos a Córdova à conferencia da Rede Europeia de produtores de sementes silvestres e em Maio à Festa da Espiga na herdade do Freixo do Meio.

Fizemos uma edição especial de Cravos Vermelhos e outra de Girassois. Assinalámos Equinócios e Solstícios. Vibrámos com a vitoria de Salvador Sobral e a entrega do prémio Camões a Raduan Nassar. 

Adicionámos sementes de 30 novas espécies ao nosso catálogo geral e promovemos novas formas de semear com os Kits de germinação.

Fomos ao jardim das plantas em Paris e à feira de Jardinagem em Londres. 

Desesperámos com os incêndios, o desordenamento do território e a destruição dos solos em redor da Lagoa de Óbidos. 

Sonhámos com um Sobral interior, descobrimos a grande lizimaquia e ficámos parceiros da Rede Eco-Escolas. 

Fizemos mais 10.000 novos amigos na nossa página FB e tivemos milhares de visitas ao nosso blogue. 

E, sobretudo, continuámos aquela que é a nossa missão: disponibilizámos milhões de sementes de espécies autóctones. prontas a germinar a todos aqueles que as procurava e não encontravam! 

Obrigado 2017!!



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Votos de um fraterno Natal

Estamos a 5 dias da noite de Natal, e daqui em diante será cada vez mais difícil não nos envolvermos no espírito da quadra. E se alguns não se identificam com o Natal do consumo e outros não o celebram por razões religiosas, há um valor intemporal, que nos acompanha e que pode unir todos os seres: O da FRATERNIDADE. O mesmo que, como escrevíamos AQUI, há milhares de anos, em noites muito longas e frias, fazia juntar os nossos antepassados em volta de fogueiras para celebrar a vitória da luz sobre as trevas! Que é precisamente o que acontecerá amanhã, quinta-feira, pelas 16h28m no hemisfério Norte: O solstício de Inverno em que se inicia uma nova estação e o dia regista a sua menor duração. Mas é só na noite de dia 24 que as celebrações oficiais acontecem e a humanidade assinala essa gloriosa vitória do Sol! A todos os que nos acompanham, os votos de um Feliz Natal. Pleno de fraternidade e onde a indiferença não encontre lugar em nenhum de nós!



quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Parceria Sementes de Portugal - ABAE


ABAE, assim escrito, poucos reconhecerão de que entidade se trata e do que faz. Mas se referirmos que é a Associação Bandeira Azul da Europa, uma organização não governamental responsável no nosso país por gerir o programa das Bandeiras-Azuis, que distingue as melhores praias de Portugal, e o programa Eco-Escolas, que em centenas escolas promove acções de educação e sensibilização para sustentabilidade e educação ambiental, temos já uma ideia da importância da sua acção.

Uma acção totalmente direccionada para a educação ambiental e para a sustentabilidade, essencial  para que no futuro tenhamos novas gerações de cidadãos mais conscientes e envolvidos na defesa activa do nosso planeta.

Daí que tenha sido com muita satisfação que celebrámos um protocolo de parceria não só com o programa Eco-escolas mas também com todos os restantes programas dinamizados por esta Organização Não Governamental e que, entre outras coisas, permitirá que todos os seus sócios possam adquirir, através da sua loja on-line, as sementes das espécies mais emblemáticas da nossa flora com um desconto de 50%.

Estamos convictos de que em matéria de responsabilidade social esta é muito possivelmente a melhor maneira de contribuirmos para a promoção da importância da nossa flora: possibilitar que nas centenas de projectos liderados por professores de Norte a Sul de Portugal seja ainda mais fácil semear!


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Sementes de Portugal: 4º Aniversário!




Assinalamos hoje, dia 24 de Outubro, o nosso 4º Aniversário!

Na escala de uma vida humana 4 anos não são nada, mas na de um projecto peregrino, com natureza empresarial, persistir e sobreviver 4 anos  é para nós um enorme motivo de alegria e satisfação.
Como escrevíamos nessa altura, AQUI, abraçávamos nesse dia de Outono de 2013, a missão de tentar que em Portugal, e à semelhança do que já existia há tantos anos noutros países europeus, existisse uma empresa que disponibilizasse sementes das espécies autóctones da flora portuguesa. As suas potencialidades, o interesse que reuniam em matéria de paisagismo e jardinagem, a possibilidade de contribuir para a renaturalização dos mais diversos espaços, e sobretudo a nossa profunda crença de que podemos  e devemos ter espaços verdes mais bio-diversos e ecologicamente sustentáveis, fizeram-nos acreditar, desde o inicio, de que a nossa missão faria todo o sentido existir.

Fazia e Faz! Ao longo destes quase 1500 dias contribuímos para que cada vez mais pessoas estejam atentas à importância das espécies silvestres da nossa flora e que, caso seja essa a sua vontade, seja hoje muito mais fácil  encontrarem as sementes de espécies emblemáticas que fazem parte do nosso imaginário colectivo.

Apesar de apostarmos na dessacralização de temas que são demasiadas vezes capturados por discursos "científicos" herméticos e inacessíveis, as sementes de Portugal serão sempre, evidentemente, uma empresa - projecto de nicho. Não temos nem a veleidade, nem a vontade, de sermos uma grande empresa de comercialização de sementes. Mas continuamos a acreditar e a ter a certeza de que poderemos acrescentar valor promovendo o que é para nós fundamental: a nossa reconecção com os elementos e  com as outras formas de vida com quem partilhamos o nosso planeta Terra.

E gostando nós de eco-sistemas enche-nos igualmente de satisfação saber que a nossa empresa, embora de pequena dimensão, faz hoje parte do eco-sistema económico e social que é a nossa sociedade, na qual vivemos e para a qual desejamos contribuir com a nossa energia. 

Totalmente financiado pelas vendas junto dos seus clientes, contribuindo para a Segurança Social e cumprindo as suas obrigações fiscais, como qualquer outra actividade económica suportada pelo mercado, as Sementes de Portugal incorporam o resultado do trabalho de outras empresas e são hoje parceiras, acrescentando valor, de  comerciantes e empresas que promovem o melhor do nosso país. Colaboram com diferentes Universidades e Institutos Politécnicos,  estão integradas em associações como a Sociedade Portuguesa de Botânica e a Associação de Jardinagem em climas mediterrânicos e, o que é da maior importância para nós, têm um papel activo em projectos de enorme impacto em matéria de responsabilidade social como o Programa Eco-Escolas e o Projecto Futuro 100.000 Árvores - da Região metropolitana do Porto.

Neste 4 anos existiram naturalmente muitos desaires e dificuldades que não ultrapassámos como gostaríamos. Mas em dias de aniversário preferimos antes focar-nos no muito que pode e deve ainda ser feito. Como há quatro anos, continuamos com a mesma energia e a mesma certeza: A Flora autóctone tem tudo para fazer parte do nosso Futuro!

A todos aqueles que nos têm ajudado a fazer crescer esta ideia: OBRIGADO!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Baixar os braços


Nesta altura do ano gostaríamos de apenas falar sobre sementeiras,  o que semear e qual a melhor maneira de o fazer. Mas o infortúnio, sem qualquer paralelo, que se abateu este fim-de-semana sobre o nosso país detém-nos uma vez mais. O cenário de destruição de Pedrogão Grande repete-se, supera-se e pulveriza-se. Para nós, considerar que esta tragédia é um cenário que devemos considerar como normal, condenado a repetir-se, e com o qual teremos de aprender a conviver,  é demasiado grave para um país que se pensava soberano. E quando não conseguimos proteger e defender sequer a que era possivelmente a melhor e mais bem ordenada floresta do nosso território - O pinhal de Leiria, ardido em 80%, há mesmo uma reflexão profundíssima a fazer com óbvias ilações a retirar. Ou se reconhece que houve incapacidade, uma vez mais,  ou então é evidente que somos um país que simplesmente não pode ter floresta.