quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Votos de próspero 2015!

Há precisamente um ano atrás terminámos 2013 com um pequeno vídeo onde o Arq. Gonçalo Ribeiro Teles preconizava, 10 anos antes , uma nova forma de olharmos para os nossos espaços verdes e para a necessidade de trazer o campo para a cidade.

Ouvir o Arq. Ribeiro Teles é sempre uma mensagem de esperança, e este ano voltamos a desejar a todos os que nos acompanham um próspero ano de 2015 com os ouvidos nas suas palavras. Não que o que diga seja, como alguns gostam de se lhe associar, especialmente inovador ou futurista. É, sim, visionário, mas pela sabedoria e pela humildade que, como a sua vida e acção testemunham, tentou nunca perder de vista.


O nosso projecto é muito devedor da visão de Ribeiro Teles. E durante as 365 voltas que o planeta Terra deu sobre si mesmo procurámos também descobrir novas formas de evidenciar e valorizar o que herdámos pela inerência de habitarmos este território. Com o desafio acrescido de o transformar num projecto válido e economicamente sustentável á luz das regras e leis da nossa sociedade-economia actual. 

Não é um caminho fácil, mas acreditamos que é possível e o nosso compromisso para as próximas 365 voltas que o planeta vai dar é o de continuarmos a persistir!

A todos, os votos de um positivo e próspero 2015! E, uma vez mais, que todas as sementes que lançarem à terra, possam germinar e desenvolver-se!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Votos de um quente e abundante Solstício de Inverno



Mais logo, pelas 23h03 minutos assinala-se no nosso hemisfério  o Solestício de Inverno - um facto astronómico que marca o dia mais pequeno do ano, pois teremos hoje menos  de 9.30 de sol e 14.30 de noite.

Mas a época é motivo de comemorações ancestrais há milhares de anos. A partir de hoje, os dias, que vieram a perder terreno para a noite desde o equinócio de Outono, voltam a ganhar a batalha e vão aumentando diariamente de duração até ao seu ponto máximo no Solestício de Verão.

E esta é a razão fundamental para que as comunidades humanas no hemisfério Norte celebrem nesta altura do ano o Natal. Desde ha 1600 anos com um enfoque no nascimento de Cristo, mas antes disso, nas comunidades neoliticas pagãs e posteriormente em Roma até ao século IV, na vitória do sol.

O "Dies Natalis Solis Invictus", dia do nascimento do Sol Invicto, era celebrado em Roma por alturas de 21 a 25 de Dezembro e comemorava o facto de o Deus Sol ter derrotado por fim a escuridão. Eram três dias de comemorações, de troca de oferendas e que se queriam em abundância, que festejavam de um novo e renascido sol.

Quem semeia ou quer fazer crescer o quer que seja, e já pôde testemunhar alguns solestícios, sabe bem que as trevas desejam sempre ganhar. Mas ainda não foi este ano que levaram a melhor! Para todos os que nos seguem ficam os votos de um Feliz Natal, ou, se preferirem, um quente e abundante solsticio de Inverno!


sábado, 20 de dezembro de 2014

As Sementes de Portugal estão na Rua de Santa Catarina


Na década de 90 e primeiros anos deste século o Porto foi das cidades o que mais mal fez a si próprio em matéria de comércio tradicional. De forma completamente imcompreensível permitiu a construção de um anel de malls americanos em todos os concelhos limitrofes, que, não só transfiguraram os arrabaldes, como esvaziaram a cidade de uma das suas funções principais e seculares. 

Muitas ruas e muitos comerciantes não resistiram, mas os últimos anos provaram que nada tinha morrido definitivamente. Prova de que a cidade é resiliente, há hoje ruas que perceberam os novos ventos da RayanAir e souberam recriar-se para se manterem fieis a si mesmas.

A Rua de Sta. Catarina é uma dessas ruas. Incontornável para fazer compras de Natal, dá gosto passear por entre a multidão que a desce e sobe a visitar lojas e a apanhar o sol de Inverno. Pode haver muitos centros comerciais,  mas este possibilidade tão indissociavelmente ligada à vida de quem habita estaa cidade continua a ser possível. 

Há várias lojas onde gostariamos de estar em Santa Catarina. Mas nestas coisas não se escolhe. Foram as sementes de Portugal que foram escolhidas pela Saboriccia, uma casa que tem e sabe vender bons produtos portugueses. Muitos de Tás-os-montes e Alto Douro, da  suaprodução própria em Torres de Moncorvo. E muitos outros de outras regiões, mas que por terem qualidade têem de estar lá.

Passear por Sta. Catarina e visitar a Saboricia não é so ver uma loja bonita. é poder beneficiar da generosidade e da atenção dos que lá trabalham e que fazem gosto em que provemos todas as novidades que estão para degustação nesse dia. Vinhos, queijos, compotas, frutos secos, azeites tudo é possível!

E se a´isso juntarmos um presente de Natal com as sementes de Portugal.. teremos as compras perfeitas!

Nota- No Porto, além da Saboriccia, as Sementes de Portugal podem ainda ser encontradas na Vida Portuguesa; Na loja do Galo Louco e na Porto Signs - ambas juntas ao antigo mercado Ferreira Borges/Bolsa do Porto. Boas compras!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Este Natal oferece um presente especial



Oferecer sementes a alguem é sempre um presente especial! É dar um presente que não vai terminar numa estante, que terá vida dentro de si, que vai germinar e, se tudo correr bem, alegrar a próxima Primavera e seguintes!

E para nós se forem sementes de plantas e arbustos nativos de Portugal, são um presente ainda mais especial. Temos 23 espécies diferentes no nosso catálogo de pacotes, mas muitas mais no catálogo geral Em qualquer dos casos, podem ser oferecidas num prático e bonito envelope-embrulho de Natal.

A nossa promoção de Natal pode ser encontrada em mais de 40 lojas de Norte a Sul do País. Mas também pode ser encomendada junto de nós. Por 8 euros enviamos um envelope-embrulho de Natal mais dois pacotes de sementes autóctones por correio registado para qualquer parte do país. Envia-nos um email para sementesdeportugal@gmail.com e diz-nos quais as sementes que gostarias de oferecer.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

As Sementes de Portugal estão na Traga-Mundos


Poderiamos também dizer que estão em Vila Real, ou em Trás-os-montes ou ainda no Reino Maravilhoso. Seriam todos verdades que dariam bons títulos para atrair a atenção, mas preferimos sintetizar e dizer apenas que estão na Traga-mundos, uma livraria (e não só ) do centro histórico de Vila Real e que é de visita obrigatória.

E não é por lá estarem as nossas sementes, É que apesar de ser uma jovem livraria, é uma livraria como elas eram dantes. O que lá está nas estantes não está por acaso mas por escolha consciente do livreiro. Não é um supermercado, nem a secção de livros de uma superficie comercial. Não tem os livros todos, mas tem todos os que fazem sentido para o António Alves. ENtra-se e dá vontade de mexer nos livros. percebe-se que estão todos ligados.

Aos livros juntam-se ainda outras "coisas e loisas" do Douro e daquela terra que só recebeu o nome a que tinha direito pela caneta do Miguel Torga. Ao começar a descida do Marão há muitos sítios por onde empreender a descoberta do Reino Maravilhoso, mas uma introdução na Traga-mundos é a certeza do melhor dos começos!

Nota: Na nossa selecção de sementes ainda não constam sementes de Trá-os-Montes, mas tencionamos reparar a falha em breve e juntar as suas espécies mais emblemáticas. O difícil vai ser fazer opções!


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

As Sementes a namorar Portugal



Há alguns anos atrás, o Prof. José Hermano Saraiva queixava-se,  num dos seus programas sobre o nosso país, de que nos faltava artesanato de qualidade. Uma pessoa ia a um sítio e so encontrava miniaturas da Torre de Belém, imagens dos pastorinhos, coisas sem graça nem imaginação.

Mas se estivesse hoje vivo não temos dúvidas de que estaria orgulhoso da revolução operada nesta matéria ao longo dos últimos anos. Como já o dissemos aqui, em Lisboa, Porto e Algarve são já muitas as lojas onde se encontra do novo artesanato. Actualizado nas técnicas, a inovar nos materiais e de imagem refrescada, muito do nosso artesanato de hoje está um pouco mais próximo de ser apelidado de arte.

As bonecas Namorar Portugal, de Amélia Gomes, Braga, são um exemplo desse novo artesanato os que dá vontade de comprar. Feitas com as técnicas de moldagem do papel as bonecas Namorar Portugal são inspiradas nos corações de filigrana e nos lenços de namorados minhotos. Inspirados, porque a isso Amélia Gomes junta a sua sensibilidade e imaginação.

E em Braga, onde Amélia Gomes também tem uma pequena loja, o Ferrolho, dedicado aos produtos da nossa identidade, não foi difícil escolher onde gostávamos de ver as nossas sementes! Era ali mesmo, ao lado das bonecas e a namorar Portugal!




domingo, 7 de dezembro de 2014

As Sementes de Portugal estão na 3+Arte


Os sitios onde se devem vender sementes são apenas as casas de sementes, as lojas agrícolas e as superfícies comerciais de bricolage e jardim!?!?

Nós não concordamos nada com isso e para nós as nossas sementes de flora nativa ficam muito melhor em livrarias e em espaços onde também outros semeiam e cultivam outras ideias.

O espaço 3+Arte, em Vila Nova de Gaia, a dois passos do cais de Gaia, é um desses sítios onde gostamos de estar. Um projecto da Ana e da Maria João, que está a dar os primeiros passos e que pretende conciliar no mesmo espaço a possibilidade de diferentes artistas e artesãos trabalharem em co-working e, simultaneamente, exporem e comercializarem de forma mais justa as suas criações. A isto acrescentaram um pequeno bar e uma esplanada arejada.

O resultado é um sítio cheio de boa energia que dá gosto visitar e ficar algum tempo. Nesta semana e até dia 11 de Janeiro, o espaço conta ainda com uma exposição de presépios que vale a pena ver e adquirir. São muitas e diversas as possibilidades de recuperar a tradição de montar um pequeno presépio de Natal em casa. 

Fazê-lo com uma das propostas divertidas e criativas que estão expostas na 3+Arte é a melhor maneira de retomar uma tradiçao como deve ser.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sementes de Portugal em modo Natal!

A 20 dias da noite de Natal, as Sementes de Portugal entram em modo de Natal.

Serão 20 dias vertiginosos, entre as compras, os jantares de amigos e de trabalho, as visitas à familia e os preparativos para a ceia. E para nós são uma das melhores oportunidades para fazermos parte do Natal de muitas das pessoas que nos seguem e acompanham o nosso projecto de valorização da flora autóctone!


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

As sementes de Portugal estão no Cantinho das Aromáticas





A ideia de divulgar os sitios onde estão as Sementes de Portugal cumpre sempre vários propósitos. Compreensivelmente o objectivo principal é o de promover a venda dos nossos pacotes de sementes autóctones. Mas não escondemos de que gostamos de divulgar os espaços onde é possível encontrar-nos. Em regra são sitios e projectos de que gostamos e com os quais nos identificamos. 

Muitos desses locais são projectos também na sua fase inicial e aos quais nos queremos associar desde primeiro momento. Mas outros, pelo crédito que já alcançaram ou pelo caminho que já percorreram, são evidentemente a possibilidade de aparecermos junto dos melhores.

E o Cantinho das Aromáticas, na Quinta do Paço, em Gaia, é um desses projectos inspiradores onde, para nossa satisfação, estamos desde o primeiro momento. O trabalho do Luís Alves e da sua equipa dispensa perfeitamente estas linhas, mas quem, como nós, conhece o cantinho das aromáticas há vários anos, não consegue ficar indiferente. 

Em poucos mais de 10 anos, uma quinta historica de portas abertas e ao nível (melhor, até!) do que se faz noutros paises como França ou Inglaterra; Produtos inovadores que há 10 anos não existiam e que hoje são reconhecidos fora de Portugal como de qualidade superior e, mais relevante ainda, um exemplo inspirador para inúmeros novos projectos que têm nascido um pouco por todo o país, a provar que fazer diferente é possível!

Projectos inspirados e nos quais de certa forma nos incluímos orgulhosamente, pois quando as sementes de Portugal ainda se encontravam numa fase muito inicial de pré-germinação, contaram desde cedo com o entusiasmo e o apoio do Luís Alves.

Dito isto é compreensível que tenhamos uma enorme satisfação em estarmos no Cantinho. E que não poupemos nas palavras a recomendar uma visita à Quinta do Paço. Todos os dias são bons para o fazer, mas amanhã, quinta-feira, há motivos acrescidos : a possibilidade de participar na colheita de perpétuas.

Para isso basta enviar um email para geral@cantinhodasaromáticas.pt ou simplesmente aparecer. A colheia começa pelas 10 da manha e prolonga-se durante o resto dia. Um bom programa para quem está no Porto e a pensar perder a tarde num centro comercial fechado!

No final poderão ainda saborear uma infusão na loja onde, além das nossas sementes, é possível encontrar inúmeros produtos portugueses que primam pela qualidadede!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Conservação de sementes



No passado Sábado participámos em Seia no workshop dedicado ao tema da conservação de sementes.

Promovida pelo CISE (Centro de interpretação da Serra da Estrela) e pela Qualityplant, spin-off da Universidade de Coimbra dedicada à conservação de germoplasma , esta formação dirigida pelo Eng. Luís Rodrigues contou ainda com a presença do Sr. Arménio Matos, colector profissional do Jardim Botânico de Coimbra e que é, muito possivelmente, o colector português com maior conhecimento da nossa flora autóctone.

A conservação de sementes é inquestionavelmente uma das actividades cruciais que determinou o sucesso da sedentarização humana há cerca de 12.000 anos. Porém, e por incrível que pareça, é hoje um conhecimento que corre serios riscos de se perder, tal tem sido a facilidade com que as multinacionais do sector se apoderaram e monopolizaram o comercio de sementes.

No nosso projecto estamos centrados nas sementes de flora nativa, em regra pelo seu interesse ornamental e paisagistico, mas não somos indiferentes á temática das sementes livres, sobretudo de espécies alimentares. E como em matéria de conservação de sementes os principios e as boas técnicas são as mesmas, contamos poder contribuir positivamente para um futuro em que quem quizer semear não tenha de pagar royalties sobre sementes patenteadas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Um embrulho de Natal by sementes de Portugal

O nosso gosto pela flora autóctone só é mesmo ultrapassado pela nossa vontade de lhe dar uma boa imagem, que é a que merece! E este Natal, para além de se poderem oferecer sementes da nossa flora nativa, será possível dá-los num inovador envelope-embrulho.

Seja nas lojas onde estamos ou directamente connosco via email, a quem comprar dois pacotes de sementes oferecemos o embrulho de Natal. Fácil de utilizar e ainda com um espaço para escrever de quem é e para quem são as sementes escolhidas.

Uma boa ideia de que gostamos muito e que só foi possível desenvolver em colaboração com a dupla de criativos que  trabalha connosco, Lina&Nando, do Porto,  e com a gráfica que produz o nosso material: A Gráfica da Batalha. Algo que nos deixa cheios de contentamento pois não é so das melhores sementes autóctones portuguesas que vive o nosso projecto. É também do trabalho dos melhores portugueses que temos: aqueles que todos os dias tentam dar o melhor de si. E é para eles também que vai o nosso obrigado!

Abaixo deixamos-vos o link para o catálogo de 23 espécies que este Natal dispnibilizamos no formato de pacote:

https://drive.google.com/file/d/0B9sKCKBDDsItSGctYkhxMW44cUk/edit



terça-feira, 25 de novembro de 2014

Neste Natal oferece sementes de Portugal!


Estamos a um mês do Natal! Uma quadra de que gostamos particularmente e à qual queremos ficar associados de forma positiva. É verdade que se podem oferecer sementes em qualquer altura do ano, mas no Natal e numa época especialmente indicada para a sua germinação, presentear um pacote de sementes da nossa flora nativa é oferecer vida pronta a despontar.

E há 23 espécies por entre as quais se podem escolher as mais ajustadas para as pessoas de que gostamos.

Uma outra sugestão que temos é a de em vez da sua oferta, germinarmos nós mesmos as nossas espécies preferidas e oferecermos as plantas recém-nascidas: uma prenda de Natal económica e  plena de simbolismo!

sábado, 22 de novembro de 2014

Dia Nacional da Floresta Autóctone e o Projecto 100.000 árvores



Comemora-se amanhã o dia Nacional da Floresta Autóctone. É verdade que nas sementes de Portugal pretendemos valorizar o que é autóctone todos os dias, mas não poderiamos deixar de evocar a comemoração oficial da data, decretada há alguns anos pela nossa Assembleia da Républica.

Infelizmente, estas comemorações oficiais têm sempre um travo amargo de "descargo de consciência" do regime,  porque a mesma casa que aprova um dia consagrado à floresta autóctone não vislumbra nenhuma contradição quando alguns anos mais tarde aprova planos de expansão das monoculturas florestais, como a do eucalipto. Monoculturas essas que, nunca é de mais repetir,  avançam descaradamente pelo nosso território com a desculpa de estarem ao serviço de uma indútria exportadora. Mas que pouco mais gente beneficia que a da famíla Queiroz Pereira (detentora da participação maioritária da SEMAPA, holding que controla uma parte muito significativa das fábricas de pasta do papel e sucedâneos que operam em Portugal).

Daí que hoje importe mais olhar para quem está no terreno a provar que é sempre possível fazer diferente. E que, embora com alguns apoios públicos, o faz sobretudo com a energia de uma sociedade civil adulta. A provar que, querendo,  muita coisa pode ser feita sem se cair no desalento. 

Há vários projectos de que gostamos, mas há um que pela visão global e pela ambição nos faz sorrir mais: O projecto Futuro -100.000 árvores, que nos diversos concelhos da àrea metropolitana do Porto tem um plano de acção sistematizado para devolver  os bosques de àrvores autóctones à região.

Hoje foi dia de plantação de árvores na Serra de Santa Justa - até porque o mês de Novembro é perfeito para colocar árvores na Terra. Gostaríamos de ter divulgado antecipadamente, mas já fomos tarde. Porém, quem habita na região metropolitana do Porto não tem razões para ficar triste por ter perdido a oportunidade de participar. A agenda do projecto Futuro é extensa e já tem actividades previstas até à Primavera de 2015 nas quais qualquer um se pode inscrever como voluntário! 

Desde que o projecto se iniciou em Outubro de 2011 já se plantaram cerca de 30.000 árvores. Há pois ainda muitas árvores para plantar até chegarmos às 100.000. Não falta muito, mas quanto mais voluntários houver mais cedo será possivel acrescentar um zero ao projecto! Difícil? Ambicioso!?! Mas porque não!?!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mata Nacional do Vimeiro




Ontem participámos em mais uma saída de campo da Lirium - Aromaticas, desta vez na Mata Nacional do Vimeiro, Alcobaça, com a atenção voltada para os fungos e cogumelos que nesta altura do ano têm a sua época de glória.

Claro que as saídas de campo da Lirium nunca são apenas sobre um aspecto em particular e versam sempre sobre muitos e diversificados temas. Tantos quanto a Natureza e o Homem em acção provocam nos diferentes participantes que em cada saída se dispõem a partilhar o que vão sabendo.

E a Mata Nacional do Vimeiro é um desses sítios perfeitos para ocupar uma manhã de um Domingo de Novembro. A começar pela designação do espaço. Uma Mata Nacional. Vá lá saber-se porquê, mas numa época em que o Estado se evapora de todo o lado, a expressão Mata Nacional transporta-nos ainda e sempre para o território seguro de um País a sério, com uma administração organizada e que até tem matas nacionais!  

É certo que para a grande maioria de nós, as matas nacionais são coisas vagas, quase lendas medievais. Alguns conhecem ou ouviram falar do Pinhal de Leiria, eventualmente por ser o maior, mas a grande maioria, urbana ou não, desconhece que no seu património privado, o Estado tem a responsabilidade de inumeras propriedades, umas matas nacionais, outras perimetros florestais, outras simples propriedades agro-florestais. Com alguma paciência é possivel chegar ao mapa de todos esses espaços, disponível no site do ICNF, mas não se espere encontrar muita informação. Os recursos para tomar conta deles não são muitos e, em sintonia, não convém fazer grande publicidade aos mesmos.

Sucede que esta Mata Nacional do Vimeiro não é uma mata qualquer. É uma floresta que já o é há alguns séculos e que não foi indiferente aos que por cá andaram antes de nós.

Para começar convém dizer que apesar da passagem dos séculos e do uso que o Homem fez dela, conserva ainda muitas das espécies autóctones que espontaneamente a Natureza atribuiu a este território a Oeste da Serra dos candeeiros.

Fazendo parte desde o século XII  dos coutos da Abadia cistercience de Alcobaça, mais concretamente do couto do Vimeiro, esta propriedade de cerca de 100 hectares foi sabiamente preservada pelos monges como a reserva florestal mais significativa dos seus domínios, que, refira-se chegaram a totalizar cerca de 500 km2. Como é sabido, os monges de cister foram hábeis agricultores, mas nem tudo teve de ser arroteado e desbravado para campos de cultivos, e esta floresta foi deliberadamente preservada.

E assim se manteve durante quase 700 anos, como propriedade dos monges de Alcobaça. Até 1833, ano em que o decreto de extinção  das ordens religiosas masculinas e consequente nacionalização dos seus bens, a fez transitar para a posse do Estado. Por razões que não aprofundámos, escapou á sanha das hastas públicas e nunca chegou a ser alienada.

De 1833 até aos dias de hoje ainda lhe sucederam mais factos relevantes e nem sempre das melhores, mas alguns a pedirem para serem mais averiguados, como o facto de Vieira Natividade, um dos agrónomos portugueses mais ilustres do inicio do Século XX, aí ter instalado um viveiro e um campo de experimentação de sobreiros.

É certo que hoje a mata sofre de alguns problemas, as acácias proliferam e as construçoes estão arruinadas. Poderia e deveria estar mais cuidada. Porém,  apesar de tudo, os carvalhos-cerquinhos centenários lembram que o essencial não está perdido e que o futuro pode sempre reservar novo esplendor para um dos legados dos monges de cister. A sua floresta. Existe e pode ser usufrida por todos os que dela se quiserem aproximar.

E para nós, que além do passeio  de ontem, a frequentamos com alguma assiduidade na colheita de algumas das nossas sementes, é uma das Matas Nacionais que convém visitar pelo menos uma vez!

domingo, 9 de novembro de 2014

Catálogo Geral de Sementes 2014-2015

Há cerca de um ano publicámos o nosso primeiro catálogo de sementes de flora autóctone. De então para cá procurámos estender a nossa oferta incluindo mais espécies da nossa vegetação espontânea e representativas das diversas regiões de Portugal continental.

O presente catálgo 2014-2015, que ainda esperamos enriquecer até ao final do presente ano, disponibiliza sementes de 180 espécies. Quase o dobro de há um ano atrás! Introduzimos as secções de Árvores ( 27 espécies), de Alhos e Bolbos (8 espécies, após confirmarmos a sua boa germinação) aumentámos a secção de arbustos e sub-arbustos (de 25 para 42 espécies) , bem como a de herbáceas, anuais e plurianuais, de 63 para para 92 espécies.

Face ao catálogo do ano passado e considerando o feed-back recebido, optámos este ano por incluir fotos das espécies bem como a região de origem das sementes. Esperamos com isso facilitar o processo de reconhecimento das diferentes espécies.

Incluímos também 8 espécies exóticas que ao longo das últimas décadas/séculos foram introduzidas no nosso território e que se assilvestraram com sucesso sem, contudo, demonstrarem um comportamento invasivo. As capuchinhas, os acantos, os ciprestes ou a árvore-da-castidade são algumas dessas. Em todos os casos pensamos que longe de confundirem ou desvirtuarem o catálogo contribuem para o seu enriquecimento. São plantas que fazem hoje parte das nossas paisagens e em muitos casos já culturalmente apropriadas por nós.

Este catálogo poderá ser descarregado directamente clicando no mesmo, na barra do lado direito desta página, ou então AQUI !

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Sementeiras de Outono II


No regresso da feira de Jardinagem mediterrânica, realizada em Estoi, Algarve, no passado Sábado, parámos em Lisboa e fomos ao viveiro da Sigmetum  ver como estavam as sementeiras de que vos falámos aqui. Em menos de 3 semanas, o aspecto dos tabuleiros é o que vos mostramos agora. Pelo menos 15 espécies tiveram germinações que já superaram as nossas melhores expectativas!

O que nos enche de satisfação. Quem resolver levar consigo sementes de chicoria, arruda, papoilas, funcho-marítimo, bem como das novas espécies que contamos disponibilizar em breve, como as capuchinhas, não só leva sementes de qualidade como verá rapidamente resultados. E quase sem esforço. Temperatura, humidade e luz q.b.,  a vida desponta!

Algumas espécies ainda apresentam germinações mais tímidas. E das duas uma: ou teremos de esperar mais alguns dias, ou necessitam de condições diferentes para germinarem. Com efeito o regime de rega de que cada semente necessita varia de espécie para espécie e compreendermos  isso é fundamental para aconselharmos com mais rigor.

Em posts futuros continuaremos a mostrar como germinar sementes não é, de todo, uma ciência exotérica. E que além de uma experiência compensadora pode ser uma actividade divertida para os vários elementos da família. Miúdos incluídos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Feira de Jardinagem mediterrânica. Dia 1 de Novembro em Estoi



Dia 1 de Novembro, Sábado, entre as 11.00h e as 16.00h,  irá decorrer nos jardins históricos da Pousada do Palácio de Estoi, a sexta edição da feira de jardinagem mediterrânica promovida pela associação portuguesa de jardinagem mediterrânica.

Em conjunto com a Sigmetum, iremos estar presentes num dos poucos eventos que em Portugal se dedicam exclusivamente a promover o potencial ornamental da nossa flora espontânea. E que é, apesar de estarmos virados para o Atlântico, uma flora de matriz mediterrânica.

Mas se esta feira já tem todos os requisitos para merecer uma visita, o facto de se realizar numa parte dos jardins históricos da Pousada do Palácio de Estoi, que normalmente se encontra encerrada ao público, é um motivo adicional. 

A propósito e para quem não conhece, o Palácio de Estoi, onde hoje está instalada uma Pousada de Portugal, é um dos expoentes da arquitectura civil algarvia, mandado erguer em meados do séc.XIX, em estilo rococó e com elementos a fazer lembrar o Palácio de Queluz.. Classificado como de interesse público desde 1977, por si só merece a deslocação!

Mais detalhes, aqui no blogue da Associaçao Portuguesa de Jardinagem Mediterranica.

sábado, 25 de outubro de 2014

Colheita de landes de carvalho-cerquinho em Ariques


Colheita de landes (bolotas) de carvalho-cerquinho, hoje em Ariques, Alvaiázare, num cercal centenário e que é realmente uma floresta a sério! Só por lá ter estado, já teria valido a pena!

Mas em pouco mais de 4 horas, seis voluntários colheram 8 sacos com cerca de 15 quilos cada. Se cada quilo tiver em média 350 sementes, serão perto de 42.000 árvores que poderão ser plantadas no próximo ano nos povoamentos do programa floresta-comum da Quercus!

A todos os voluntários que compareceram, Obrigado!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Floresta comum: colheita de sementes de carvalho-cerquinho em Ariques



Como escrevemos há algum tempo atrás, se há estação pouco monótona, essa estação é o Outono! É uma excelente altura para semear, mas também para colher. E se no âmbito do projecto sementes de Portugal há muito trabalho em mãos, também não queríamos perder a oportunidade de contribuir voluntariamente como colectores do projecto floresta comum da Quercus!

Nesse sentido e sob a égide da Quercus, associámo-nos com o João Forte, promotor do blogue Azinheiragate, dedicado à defesa do Natureza, Património e Cultura das terras de Sicó e Alvaiázere, e vamos organizar conjuntamente uma colheita de bolotas (landes; como são referidas pelas populações locais) de carvalho-cerquinho, ou carvalho-português, como também é popularmente conhecida esta espécie, autóctone do nosso território, Quercus faginea.

Será no próximo Sábado dia 25 de Outubro, com ponto de encontro nos Bombeiros Voluntários de Ansião pelas 10.00. 

O local onde irá decorrer a colheita, a alguns quilómetros, é simplesmente uma preciosidade desconhecida do nosso património. Cercais ( que é o nome dos bosques de carvalho cerquinho) e Azinhais no sopé da vertente ocidental da serra de Alvaiázare, que fazem parte da rede natura e que são um bom exemplo do que é, isso sim, uma floresta! Não de uma floresta virgem mas de uma floresta em que o Homem soube integrar-se em harmonia, dela tirando partido numa perspectiva sustentável e de longo-prazo. E que é fundamental conhecermos,  para de uma vez por todas pararmos de chamar floresta às monoculturas de eucalipto (nomeadamente!).

Só por isso vai valer a pena irmos até Ariques. Depois ainda há a mais valia de João Fortes estar connosco. Ninguém conhece Alvaiázere como ele e os conhecimentos que tem enquanto geógrafo e geólogo vão ajudar-nos a perceber a importância de preservar e usufruir destes territórios.

As inscrições podem ser feitas  junto de nós (918795885) ou do João Fortes (933124101) até ao dia 23, quinta-feira, pelas 18.00. De referir que a ideia é fazermos um pequeno piquenic no local e de que a Quercus realizará um seguro para todos os participantes.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Sementeiras de Outono com a Sigmetum


Há pouco menos de um ano fizemos as primeiras experiências de germinação e este ano voltámos a semear com a Sigmetum

Para além do enorme privilégio que é poder contarmos com a ajuda e experiência de uma equipa pioneira na produção de plantas autóctones em Portugal, estas sementeiras são para nós de extrema importância. Não só irão possibilitar-nos um melhor conhecimento do processo de germinação de diferentes espécies, como também comprovar a qualidade germinativa das nossas sementes.

Mas a experiência não se esgotará por aqui. Uma vez germinadas, muitas plântulas continuarão a ser acompanhadas  pela Sigmetum no seu trabalho de exploração e experimentação do potencial ornamental da nossa flora autóctone!

Ao longo dos próximos meses contamos partilhar convosco a evolução das diferentes sementeiras.

domingo, 12 de outubro de 2014

Chegou o tempo de semear!

Existem Outonos melancólicos!? É possível, mas se nos focarmos no que nos rodeia é improvável que o sejam. Nem melancólicos nem monótonos. Pelo contrário, sao quase três meses ( dois, se descontarmos a azáfama das compras de Natal), em que não há mãos a medir. 

Não só é a altura em que muitas sementes e frutos da época têm de ser colhidas. É também uma das melhores alturas para deitarmos as sementes à terra e testemunhar que a temperatura e a humidade destes meses são as adequadas para a germinação das sementes.

O nosso projecto aposta em diversas novas perspectivas. A mais importante, é a de que é possível devolver a todos nós a flora autóctone. Uma outra, não menos importante, é a de dessacralizar o acto de semear. De facto requer alguns conhecimentos, mas nada que um pouco de amor e bom-senso não ultrapassem. Semear é preciso e é possível!

Com a ajuda da dupla Lina&Nando, criativos da imagem do nosso projecto, criámos um medalhão a colocar junto dos expositores das nossas sementes. Não é que ele não seja já suficientemente bonito, mas nesta matéria todas as armas de promoção são necessárias e bem vindas!

Ao longo dos próximos dois meses iremos partilhar convosco algumas das coisas que temos vindo a fazer ou que já planeámos fazer. Desde colheitas de sementes até a algumas sementeiras. Como verão, tudo coisas ao alcance de qualquer um de nós. Mesmo que vivamos num apartamento. E que só por distracção deixámos de fazer. 

Afinal de contas, se pensarmos que o Homem se relaciona com a Natureza há largas dezenas de milhar de anos e de que a revolução agrícola teve início há 10.000 anos, não serão os últimos 50 anos de urbanização e "insensata" hiper-especialização,  que nos podem impedir de colher, semear e germinar sementes! Está nos nossos genes!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

As sementes de Portugal estão em Ponte de Lima


Se Tavira tem uma ponte romana linda, o que dizer da de Ponte Lima! Mais não houvesse e a ponte medieval de Ponte de Lima já justificava plenamente uma visita. Só que há muito mais para ver e admirar naquela que é conhecida por ser a vila mais antiga de Portugal. 

No coração do Minho, Ponte de Lima é paragem obrigatória. Um centro histórico impecável que não descurou o avançar do tempo e uma terra que percebe bem a importância do que a rodeia. O Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, a paisagem protegida, de iniciativa municipal, das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos, assim como os inúmeros jardins que existem na vila, como o do Parque Temático do Arnado, na margem direita do rio Lima, são apenas alguns dos pontos de visita obrigatória. E que são um bom exemplo de como um município pode ter uma politica e uma estratégia ambiental.

Mas Ponte de Lima não compete só por ser a vila mais florida de Portugal. Tem nos seus genes ser uma terra rica de humanidade, que se revela no seu imenso património cultural, nas suas tradições e no seu artesanato. E nesta matéria não temos duvidas: A melhor e mais bonita loja de artesanato de Ponte de Lima e do Minho é a Loja do Pote. 

Depois de um passeio por Ponte de Lima e arredores, e de um café numa das esplanadas do Largo de Camões, a passagem pela loja do Pote é incontornável para todos os que pretenderem levar consigo um pouco do que é genuíno desta terra! 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

As sementes de Portugal estão em Tavira


Quem já visitou o Algarve sabe da dificuldade em encontrar lojas que saiam do tradicional registo da casa-do-souvenir e do sortido das bolas de praia, budas de plástico, óculos-de-sol, espanta-espíritos dos Andes e toalhas-de-praia. 

Mas as coisas estão a mudar e já é possível depararmos-nos com novas lojas um pouco por todo o Algarve que procuram mostrar o que de melhor fazemos e que têm um cuidado especial na sua apresentação. Uma dessas lojas, e na qual estão as nossas sementes, é a Casa das Portas.

Na realidade a Casa das Portas, são três espaços, muito próximos entre si e que se situam na margem esquerda do Rio Gilão, junto ao início da ponte romana. E se Tavira não necessita de muitas linhas para explicar o quanto deve ser visitada, (senão é a cidade mais bonita do Algarve, é de certeza do sotavento algarvio), as lojas Casas das Portas também não. Aliás, passa-se na rua e pressente-se facilmente que é uma loja especial!

O que começou como uma galeria de Jane Gibbin, uma Galesa que se apaixonou pelo Algarve há cerca de 10 anos, dedicado à fotografia e às portas e janelas de Tavira, evoluiu nos últimos anos para três espaços com alma, onde é possível encontrar os mais diferentes objectos de Portugal e não só. Que partilham todos a mesma característica: além de bonitos são objectos provenientes do comércio justo. E como escrevem no seu site: objectos que " acima de tudo, têm uma beleza que dá vontade de admirar". O que é mesmo verdade!




domingo, 28 de setembro de 2014

As sementes de Portugal estão no Parque Biológico de Gaia


Escolhermos por onde começar a divulgar onde estão as nossas sementes, é quase tão difícil como escolher quais as espécies da nossa flora nativa que gostaríamos de evidenciar. Mas no caso do Parque Biológico de Gaia não não é difícil concluir que teria de ser um dos primeiros.

É possivelmente a instituição que em Portugal há mais tempo e de forma consistente tem, no terreno, trabalhado para a recuperação e preservação de espaços naturais e para a educação ambiental. E que fez com que Gaia possua simplesmente a política de preservação ambiental mais desenvolvida do nosso país.

É que hoje, o Parque Biológico de Gaia vai muito para além do espaço de 35 hectares que lhe serve de sede em Avintes. Inclui também a pioneira reserva natural do estuário do Douro ( de iniciativa inteiramente municipal), inclui o parque botânico de Crestuma, o cordão dunar e o parque da Lavadeira.

Espaços que preservam o essencial dos valores ambientais mas também culturais, como é o caso do Parque Biológico propriamente dito onde a par dos valores naturais se preserva a memoria do uso ancestral que as actividades humanas foram dando de forma harmoniosa ao vale do rio Febros, 

Quem tem filhos necessita obrigatoriamente de visitar o Parque Biológico de Gaia, mas quem não tem também. Além de excelentes instalações de acolhimento, o percurso de cerca de 3 km, por entre casas rurais, moinhos espigueiros, carvalhais e o rio Febros transportam-nos rapidamente para um tempo em que a nossa relação com o que nos envolve era bem menos agressiva que nos dias de hoje. E que convém não esquecer!

E como não há obra sem homens, uma palavra que para nós é sempre devida a todos aqueles que trabalham no Parque Biológico e que liderados pelo Eng. Nuno Gomes Oliveira provam que um sonho se pode concretizar com vontade todos os dias.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Os nossos catálogos de sementes

Catálogo de pacotes de sementes autóctones, disponível aqui.

A par do nosso catálogo geral de sementes, e cuja nova edição de 2014-2015 daremos a conhecer em breve, disponibilizamos desde o início do Verão um catálogo de pacotes de sementes das nossas espécies autóctones favoritas. Contendo neste momento 23 espécies, mas às quais juntaremos em breve mais algumas, não escondemos o quanto nos orgulhamos dele.

São 23 espécies tão distintas como o cardo-leiteiro, a murta, o medronheiro, a chicória ou a arruda. 23 espécies que para além das inegáveis qualidades ornamentais e estéticas pertencem ao nosso imaginário colectivo, que fazem também parte da nossa identidade cultural e que hoje é possível encontrar em cerca de 40 sítios de Norte a Sul de Portugal.

E são 40 sítios de que nos orgulhamos igualmente e muito. Não só por terem aceite de forma pioneira associar-se ao nosso projecto de valorização da nossa flora espontânea, mas por serem lojas, projectos  e instituições que trabalham e se esforçam todos os dias  para, nas áreas respectivas, apresentarem o que de melhor se faz em Portugal.  E com os quais nos identificamos. Pelo amor que colocam no que fazem e por acreditarem que é possível fazer bem. Sempre.

Já aqui apresentámos alguns sítios com as lojas da Vida Portuguesa e da Fundação de Serralves, mas nos próximos posts iremos dedicar-nos a dar-vos a conhecer todos os espaços fantásticos que, de Ponte de Lima a Tavira, passando pelo Porto, Lisboa e tantas outras localidades, vale a pena visitarem. Mesmo que não seja para comprar as sementes de Portugal!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Outono




Dentro de algumas horas, mais precisamente às 3h29m de amanhã dia 23 de Setembro de 2014, de acordo com o Observatório Astronómico da Universidade de Lisboa, ocorre o equinócio de Outono assinalando-se "oficialmente" a mudança de estação.

Não que a não tenhamos já pressentido e observado ao longo dos últimos dias, pois este ano, além de um Verão envergonhado, as condições atmosféricas encarregaram-se de nos fazer sentir o Outono mais cedo. De qualquer das formas o momento exacto em que o dia iguala em duração a noite (equinócio tem esse significado em latim), é precisamente às 3h29 minutos e, à semelhança das estações anteriores, alteramos  a  imagem do cabeça e as cores do logotipo das sementes de Portugal. Que nos acompanharão durante os próximos 90 dias.

Ao contrário do que por vezes se houve dizer, de que devido às mudanças climáticas as estações estão trocadas ou que quase já não existem, a verdade é que em Portugal é possível usufruir de um ano com quatro estações bem delimitadas. À semelhança das outras estações, o Outono também tem o seu próprio charme. É verdade que os dias vão diminuindo de tamanho e que a melancolia se pode instalar, mas é também a altura de admirar a Natureza nas suas cores intensas de dourados vermelhos e castanhos. É a altura da luz filtrada e da humidade no ar. O momento de colher muitos dos frutos do Verão. De apanhar cogumelos e podar, de guardar lenha, de fazer compotas e preparar o Inverno.

E é também o momento para pensar em semear. Naturalmente, muitas das sementes das nossas espécies autóctones encontram no Outono as condições de luz e humidade propícias para que a vida que nelas existe desperte. Por isso, semear agora, numa altura em que tudo à nossa volta se encaminha para um período de dormência e de recobro de energias, é também um acto de esperança na nova vida que quer (sempre!) despontar.

Não há pois razões para chorar  o Verão que acaba. Pelo contrário, apenas as temos para tirar partido de um facto, do qual só é necessário aprender a usufruir. Um facto, que resulta "simplesmente" de estarmos nesta latitude do planeta Terra e de juntamente com ele viajarmos em volta do sol, a uma agradável e discreta velocidade de 30 kms/s ou 108.000 km/hora! Poderíamos ir mais depressa, mas é a velocidade aconselhada para percorrermos sem precalços de maior os 930 milhões de Kms que temos de fazer durante os próximos 365 dias.


Gráfico dispnível em http://www.hidrografico.pt/sabia-que-equinocio-primavera.php

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Flores de Verão II



Achilea ageratum


Definitivamente entrámos no Outono há pelo menos uma semana, mas vamos ser rigorosos com o calendário e aproveitar as pouco mais de 24 horas que nos restam até à mudança de estação para, in-extemis, falarmos de uma outra planta nativa cujas inflorescências de Verão merecem a nossa atenção. Há muitas outras que ficaram por salientar, mas haverá outras oportunidades nos futuros verões.

A Achilea ageratum, também conhecida como agerato, macela-francesa ou erva-copada-de-são-joão, é relativamente frequente em locais húmidos de todo o país e, por essa razão, vulgar nas bermas de caminhos e estradas onde prospera nas escorrências das águas das chuvas.

E é isso que a prejudica. Como se dissemina com alguma facilidade e é relativamente abundante, para a maioria de nós não passa de uma planta sem interesse. Até a vermos com olhos de ver. As suas inflorescências, um pouco a fazerem lembrar as da erva-do-caril ( é aliás, também uma planta da família das asteráceas ou compostas) ocorrem numa altura em que poucas mais flores há. Mas o seu interesse maior radica no aroma perfumado das suas flores que na idade média motivava a sua utilização como planta de cheiro, fresca ou seca, para perfumar as casas.

A isto acresce o facto de ser uma planta perene vivaz, que renasce todos os anos e de a partir dela se poderem extrair óleos essenciais com propriedades medicinais.

Embora tolerante à
seca gosta de ser bem regada na Primavera e prefere solos expostos ao sol. De resto não precisa de cuidados acrescidos!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Flores de Verão I


Perpétua-das-areias ou Erva-do-caril - Helichrysum italicum

Agora que nos damos conta de que faltam pouco mais de 10 dias para terminar oficialmente o Verão é que nos lembramos que na prática não publicámos nada sobre as flores de Verão. É certo que o Verão as tem em menor quantidade que a Primavera, mas ainda assim tem algumas que vale a pena evidenciar. E como o tempo escasseia, a termos de eleger uma planta cuja floração atinge o auge no Verão, escolhemos a perpétua-das-areias. Mais á frente e se ainda tivermos oportunidade falaremos das outras que também merecem o seu destaque.

Para começar convém dizer que sob a designação popular de perpétua-das-areias temos em Portugal duas espécies semelhantes: A Helichrysum italicum e a Helichrysum stoechas, sendo que a primeira se encontra de facto nas areias das dunas e arribas da nossa costa e a segunda, muito parecida, no resto do território sendo possível encontrá-la um pouco por todo o lado em sitios soalheiros de norte a sul de Portugal.

Embora ambas possuam um porte idêntico, sub-arbustivo com folhagem verde cinzenta, e exalando ambas um aroma a caril, estamos em crer que a Helicrisum italicum, que ocorre no nosso litoral, possui um cheiro mais intenso, estando na origem da Erva-do-caril que é possível encontrar nos hortos e centros de jardinagem. Dizemos na origem, e não a mesma espécie, porque  nos parece que as que normalmente se encontram  à venda poderem ser já um cultivar mais apurado. Mas esta é uma convicção que importaria confirmar!

De qualquer das formas, é inquestionável a mais valia da Perpétua-das-areias. Forma tufos simétricos de cor singular, cinza quase branco, e no Verão, sobretudo em Agosto, cobre-se de forma generosa de inflorescências amarelas, numa altura em que as outras plantas se encarregam de amadurecer as suas sementes. A isto, que não é pouco, acresce o aroma e as propriedades medicinais que o óleo produzido a partir dela possui: anti-inflamatórias, anti-oxidantes e anti-microbianas.

Por fim, de salientar que é uma planta que exige poucos ou nenhuns cuidados. Prefere solos leves, mas adapta-se a outros tipos desde que não sejam pesados e encharcados. Uma boa noticia portanto para quem quiser ter plantas  pouco exigentes de água ou nutrientes!

Nota - Como é evidente, outros ja escreveram mais e muito melhor sobre estas espécies! 
Nas planta e flores do areal, um artigo completíssimo aqui e no jardim autóctone, aqui, sobre a helichrysum stoechas, e donde transcrevo o parágrafo que explica preto no branco porque é que se chamam perpétuas e de que forma o seu nome científico lhe faz justiça! 

" Na Antiguidade, as flores do género Helichrysum eram muito utilizadas para fazer grinaldas, com que se coroavam os ídolos. Por conservarem por muito tempo a sua cor amarelo dourada, eram conhecidas pelo nome vulgar de imortais ou perpétuas, daí o seu nome. O próprio termo Helichrysum, que resulta da junção de dois termos gregos, hélios (sol) e chrysos (ouro), realça a cor das flores destas plantas. "


domingo, 31 de agosto de 2014

As Sementes de Portugal em Serralves


A Fundação de Serralves dispensa apresentações - É tão somente uma das instituições publicas que maior projecção e reconhecimento trouxe para Portugal, e sobretudo para a cidade do Porto e a região Norte, nas últimas décadas.

A sua acção, seja ao nível da arte contemporânea seja da educação ambiental, é uma referência consistente e a sua programação ao longo do ano fazem de cada visita à casa-jardim-parque-museu de Serralves uma possibilidade de contactarmos com o que de melhor temos e fazemos!

Estarmos presentes na loja da Fundação de Serralves é pois muito mais do que estarmos em "mais um ponto de venda". É a possibilidade de, certa forma, passarmos a fazer parte de uma realidade que muito admiramos e apreciamos.

Em conjunto com os responsáveis da loja e parque de Serralves, foram seleccionadas 9 espécies nativas de portugal, das muitas que podem ser observadas nos bosques, campos da granja e jardim de aromáticas. E que agora passam a estar ao dispor de todos aqueles que quiserem levar um pouco da diversidade que Serralves nos oferece todo o ano em plena cidade do Porto!



domingo, 17 de agosto de 2014

Bagas de Verão II

Amoras e Camarinhas!

É certo que existem outras bagas de Verão de que poderíamos falar, mas este ano ficamos-nos por mais estas duas. Não que sejam espécies em que depositemos grandes expectativas comerciais! São todavia e provavelmente as bagas mais reconhecidas e apreciadas neste mês de Agosto.

As amoras, que são a parte boa das silvas!, têm méritos reconhecidos. Há quem as coma directamente ao passar por elas e há quem faça geleias e compotas. Hoje em dia já fazem parte de inúmeros produtos que se encontram nos supermercados ostentando a designação de frutos silvestres ou vermelhos a par dos mirtilos e framboesas. E, tanto quanto sabemos, existem arbustos que produzem bagas similares. Mas as genuinas e originais são as produzidas pelas espécies Rubus, familia das Rosaceae. 

E uma consulta ao portal flora-on permite-nos constatar que nem as silvas são todas iguais. Em Portugal está inventariada a ocorrência de 16 espécies diferentes, sendo que a que possui a distribuição mais generalizada é a da espécie Rubus ulmifolius.

Quanto às camarinhas, um arbusto frequente nas dunas e arribas e que pertence à família das Ericaceae, quem já passou férias na costa ocidental de Portugal já as conhece. E se as provou ficou de certeza fã do seu sabor ligeiramente ácido mas refrescante - sempre a calhar depois de um dia sol e mar no caminho de regresso a casa.

Já houve tempos em que na Nazaré e em outras localidade de veraneio era usual encontrar estas bagas à venda na beira dos passeios. E hoje há já quem se aventure com bons resultados a confeccionar geleia de camarinha.

Mas se há humanos que ainda duvidam das qualidades destas duas bagas, os pássaros mais diversos só agradecem. Nesta altura do ano são uma excelente e abundante fonte de alimento.

Como seria de esperar, dispomos de sementes de ambas. São plantas que num jardim só enriquecem o ecossistema! No caso das silvas não há que duvidar e o Parque da cidade do Porto prova que os "maciços" de silvas lá plantados fornecem alimento e abrigo às mais diversas espécies. Não é pois uma planta incómoda a erradicar de um jardim. Pelo contrario, basta saber tirar partido dela.

Quanto á camarinha, que tem preferência por solos arenosos e que está habituada a Verões secos e com pouca água, só fazemos a ressalva de que as suas sementes, ao contrário das silvas, não são de germinação facilitada. Mas que não é impossível e alguns dos seguidores das sementes de Portugal têm tido na sua germinação um bom desafio na arte de fazer nascer coisas!

Adenda - Como é nosso hábito, depois de escrevermos, tal qual os bons cábulas, verificamos o que quem cá anda há mais tempo já escreveu sobre o assunto. Não vá termos escrito algum disparate! E todos eles são mais aprofundados que as linhas acima. Como tal e se estiverem curiosos em saber mais sobre estas duas espécies, é só seguir os links abaixo.

Sobre as amoras silvestres:


Sobre as camarinhas:

Dias Com árvores - A ler, para descobrir que a camarinha é uma espécie dióica!

domingo, 10 de agosto de 2014

Bagas de Sabugueiro

Sambucus nigra

A propósito das bagas de Verão do último post, era claro para nós que haveríamos de voltar ao tema. Até porque há mais algumas bagas e respectivos arbustos que queremos evidenciar. Mas as de hoje eram, por diversas razões, prioritárias: As bagas de Sabugueiro!

Na realidade as bagas de sabugueiro são na realidade apenas um pretexto para escrevermos algumas linhas sobre uma espécie que até há alguns anos quase desconhecíamos e que hoje é uma das nossas preferidas, tais são as suas especificidades e qualidades!

E não sabendo por onde começar, começamos por admitir que em bom rigor apenas este ano observámos e colhemos bagas de Sabugueiro! Até há alguns anos atrás, Sabugueiro era para nós nome de localidade na Serra-da-Estrela. E levou alguns anos até percebermos que apesar de naturalmente se encontrarem mais no centro e norte de Portugal e junto a linhas de água, é, ainda assim, perfeitamente possível encontrá-los às portas de Lisboa e mais a sul e nem sempre em terrenos húmidos.

E só este ano é que conseguimos encontrar as suas bagas em sabugueiros carregados de fruto! E em bom tempo porque se há espécie cujas sementes tencionamos adicionar no próximo Outono ao nosso catálogo de saquetas, essa espécie é  esta!

Para começar convém dizer que o Sabugueiro é tecnicamente um arbusto que pode atingir 3 a 5 metros de altura. Porém, se for devidamente podado, pode apresentar-se também na forma de pequena árvore. De folha caduca, é dos primeiros a ganhar folhas novas no final do Inverno e na Primavera, cedo, cobre-se de cachos de flores brancas que no Verão dão lugar a generosos cachos de bagas de sabor agradável para humanos e, sobretudo, pássaros que delas se alimentam a bom ritmo!

Só pelo parágrafo acima estavam dadas as razões suficientes para resolver ter um sabugueiro no jardim ou no canto da horta. Mas as suas virtudes vão muito além disso.

Conhecido desde a antiguidade pelas suas propriedades medicinais, são inúmeras as aplicações  para as suas folhas, flores, casca do tronco e frutos. A infusão das suas flores secas tem indicações no tratamento de gripes e constipações e há quem enalteça um banho com as suas aromáticas flores frescas.

Quanto ás bagas e ao seu sumo, rico em vitaminas e antioxidantes,  estão hoje na base da cultura de sabugueiro nos municípios de Douro Sul. Uma cultura com uma importância económica crescente e no essencial orientada para a exportação com destino à Alemanha, Holanda e Dinamarca, onde o seu extracto é utilizado na fabricação de sumos, como corante ou matéria prima das indústrias alimentar e farmacêutica.

Tradicionalmente o seu sumo tinha aplicações como corante de vinho, entrando na composição do chamado vinho-a-martelo! 

E por fim, para o caso de ainda existirem leitores pouco convencidos, as suas bagas podem ser utilizadas juntamente com outros frutos vermelhos na confecção de tartes e compotas!

Nota - O sumo de sabugueiro é, sabemos nós, apreciado por outros povos europeus. Nada que nós não possamos começar a  apreciar também, embora seja de apurar com cautela a percentagem em que deve ser diluído para afastar eventuais e indesejáveis efeitos secundários! De experiência comprovada, se bebido puro, são inequívocos os efeitos laxantes! Para além das náuseas :)




sábado, 2 de agosto de 2014

Bagas de Verão

Sanguinho-das-sebes e Aderno-de-folhas-estreitas

A época das bagas por excelência é o Outono, mas a Natureza encarrega-se cedo de começar a fornecer algum alimento aos muitos seres-vivos que dela dependem. De forma orquestrada, diferentes espécies de plantas, arbustos e árvores vão amadurecendo sucessivamente os seus frutos ao longo do tempo, dando sustento e garantindo, em troca, a disseminação das suas sementes.

As que hoje vos mostramos, e que ao contrário de outras como as amoras ou as camarinhas não são por nós comestíveis, são das primeiras a aparecer no centro e sul do país. Carregadas de bagas vermelhas e pretas são, além da mais valia ecológica, arbustos com inegáveis qualidades ornamentais e paisagísticas que podem (e devem) fazer parte de qualquer jardim sustentável.

Aliás neste particular a dúvida que surge não é "se se podem utilizar" mas sim "porque é que não são mais utilizadas!".

O sanguinho-das-sebes, Rhamnus alaternus, deve o seu nome à cor do sumo dos seus frutos e que em tempos era utilizado como pigmento na industria de tinturaria. Já o aderno-de-folhas-estreitas*, ou lentisco como também é popularmente conhecido, com o nome botânico de Phillyrea angustifolia, é uma espécie aparentada com as oliveiras estando integrada na familia das Oleaceae.

Para terminar, evidencia em dois aspectos relevantes: são arbustos de folha persistente e extremamente resistentes às securas do Verão pelo que não exigem nem regas frequentes nem especiais cuidados!

* Aderno-de-folhas estreitas por "comparação"  com as do seu parente, mais largas, "Aderno-de-folhas-largas",  Phillyrea latifolia, uma pequena árvore com iguais e inegáveis qualidades. E a que voltaremos num dos nossos próximos posts.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sementes de Portugal nas lojas A vida Portuguesa






As sementes de portugal já estão disponíveis nas lojas A vida Portuguesa! Para nós é, como é natural, um enorme motivo de orgulho. Não só porque é a concretização de uma importante etapa do nosso projecto mas sobretudo por duas outras razões: a possibilidade de estarmos ao lado do que de melhor qualidade e mais genuíno se produz em Portugal e, claro, a visibilidade que a nossa flora autóctone ganha junto de públicos cada vez mais alargados! Por tudo isso, Obrigado!


E como a equipa da Vida Portuguesa é simpática ainda publicou uma entrada sobre o nosso projecto no seu blogue e que podem ler aqui :)

Agora é só recomendarem e visitarem voçês mesmos as lojas A vida portuguesa do Porto, na Rua das Galerias de Paris, e em Lisboa, no largo do Intendente!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Assembleias das areias

Iberis sp.

Na altura de decidirmos quais as espécies da nossa flora espontânea cujas sementes mais poderiam interessar aos que nos visitam, as Iberis surgiram sem muita dificuldade como uma das nossas preferidas. 

É um género que engloba cerca de 50 espécies que variam entre sub-arbustos e arbustos, algumas delas já com ampla utilização ornamental em jardinagem.Porém, em Portugal ocorrem espontaneamente apenas três espécies, duas delas com sub-espécies endémicas da Península Ibérica ou mesmo só de Portugal. No caso das sementes que colhemos, as Iberis procumbens subsp. procumbens, são um endemismo ibérico que em Portugal ocorre na faixa litoral entre Aveiro e Sagres. 
Apresentando-se como uma planta sub-arbustiva, as suas flores dispõem-se de forma compacta formando tufos homogéneos de de flores brancas com laivos lilazes. Além da harmonia das formas que proporciona enquanto arbusto esta planta apresenta a curiosidade de as pétalas exteriores  das suas flores serem mais compridas que as pétalas interiores.

Sendo uma planta de dunas e arribas está perfeitamente habituada aos rigores dos verões quentes e sem água e, se não lhe derem um solo ácido, adapta-se com facilidade a qualquer bordadura de jardim!

Nota - Informação mais aprofundada sobre esta espécie, em particular sobre a subespécie microcarpa, no blogue de Fernanda Nascimento, Plantas e flores do areal. Aqui.