sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Floresta Comum - Há sete anos a criar bosques



O Projecto Floresta-Comum, liderado pela Quercus em parceria com o ICNF e a UTAD, dedica-se desde 2010 a criar bosques autóctones. Desde o seu início já foram plantadas perto de 650.000 árvores de 60 espécies nativas diferentes em cerca de 168 concelhos do nosso país.

A nova fase de candidaturas a plantas do projecto Floresta Comum está aberta desde 28 de Julho e prolonga-se até 29 de Setembro, podendo  candidatar-se as autarquias ou outras entidades públicas bem comos órgãos gestores de baldios. As plantas estarão disponíveis para a próxima época de (re)arborização, de novembro de 2017 a fevereiro de 2018.

Sabendo nós que muitas autarquias são cada vez mais sensíveis ás iniciativas da dita sociedade civil esta é uma excelente oportunidade para que grupos de cidadãos promovam localmente a criação de espaços mais bio-diversos.
´
Será uma gota no imenso mar da dita "floresta" de produção!?! Muito possivelmente. Mas há mares que se fazem de muitas gotas!

Mais informações sobre a fase de candidaturas AQUI.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Flores de Verão - Grande Lisimaquia e outras sugestões


Um dos desafios quando se jardina com flora autóctone é o de como florir o jardim numa estação em que há menos espécies em flor e os tons mais secos e castanhos tomam conta do que nos rodeia. Aprender a gostar de tons castanhos e aceitar que nas latitudes mediterrânicas esta é a época de maior stress para a flora, é cada vez mais importante e meio caminho andado para ter jardins mais ecológicos e sustentáveis.

Claro que nem todos gostam e as buganvilias e as  lantanas, exóticas amplamente disseminadas no nosso país , são a salvação de quem quer ter um Agosto sempre florido. Não temos nada contra, e se não se abusar nos arranjos multi-color, qualquer uma fica bem como apontamento.

Todavia, e por incrível que pareça a muitos, a verdade é que a nossa flora também tem espécies a florir com exuberância em Julho e Agosto. São é pouco conhecidas, apesar de estarem à vista de todos nós se formos observando a paisagem com olhos de ver.

Uma delas e das nossas preferidas é a Salgueirinha, Lythrum salicaria, sobre a qual escrevemos AQUI há cerca de dois anos. A sua floração prolongada e abundante fazem dela uma planta essencial para quem pretender florir zonas encharcadas de lagos ou solos mais húmidos.

Porém a abundância de espécies com enorme potencial ornamental de que dispomos, especialmente adaptadas a solos húmidos, é tal que nos escusamos a indagar porque é que no nosso país ainda só estão confinadas aos sítios onde ocorrem naturalmente. 

A Grande-Lisimaquia, de amarelos intensos, Lysimachia vulgaris, será porventura a mais injustiçada. Mas as outras, na foto seguindo o sentido dos ponteiros do relógio, não o são menos: O Trevo-cervino (Eupatorium cannabinum), a Salgueirinha (já referida acima, Lythrum salicaria), os Malmequeres -bravos (Leucanthemum lacustre?) os Epilóbios (Epilobium hirsutum) e o Ruibarbo-dos-pobres (Thalictrum speciosissimum) são apenas mais 5 espécies que facilmente e sem grandes riscos nos atrevemos a sugerir a quem puder tê-las por perto! 

E, acreditem, não esgotam as possibilidades! Facilmente se juntam mais 10 especies igualmente ornamentais que ajudarão a garantir um Verão sempre florido sem ter de recorrer a espécies exóticas!